Plantel isento de displasia
5º Melhor Criador do Brasil pelo ranking oficial da CBKC 2017

Fique por Dentro

Vacinação, Vermifugação e Ectoparasitas

VACINAÇÃO

Como as vacinas funcionam?

As vacinas têm o objetivo de produzir anticorpospara combater um antígeno especifico (a doença para a que se pretendeimunizar). A vacina faz com que o organismo crie uma 'memória' nosistema imune do animal que acelera a produção das células de defesa quando oanimal é atacado pelo agente. Ao receber a dose de vacina o organismo do animalsofre uma simulação de ataque daquele agente. Portanto, o objetivo é ter essamemória de imunidade para quando o cão vir a sofrer um novo ataque. Essamemória não ocorre de um dia para o outro, o organismo pode levar alguns diaspara desenvolver.

Vacinar é imunizar?

O ato de vacinar é somente o de aplicar a vacina. Imunizar o animal édiferente; é fazer com que ele desenvolva defesas contra o agente. Para queisso ocorra o animal deve estar preparado para receber essa dose. Se o animalnão estiver apto a receber essa vacina, ele receberá a vacina mas não seráimunizado, não desenvolvendo assim as defesas necessárias. Por exemplo, se oanimal estiver com febre, estresse, tomando algum medicamento a base decorticóide, incubando alguma doença, etc.

O animal doente não deve ser vacinado, pois além de não criar a defesaesperada, ele pode apresentar reações vacinais. Procure sempre um medico -veterinário para a vacinação do seu peludo, pois toda a vacinação exige umaavaliação para saber se o animal responderá a essa vacina ou não. Geralmente oveterinário avalia a temperatura, o estado nutricional e parasitário, oslinfonodos, olhos, ouvidos, dentes, órgãos genitais, realiza a palpaçãoabdominal, auscultação cardíaca, pergunta como estão as fezes, a urina, oapetite, disposição ao exercício, se o cão tem ido a praia com freqüência,etc... O veterinário deve se responsabilizar pela vacina que está sendoaplicada. Logo, ninguém melhor do que ele para saber se o animal está apto ounão para receber aquela dose. A responsabilidade do veterinário não é somenteessa mas ele também tem que armazenar corretamente essa vacina, que requer refrigeração ideal para suacorreta conservação.

Como e quando se inicia o processo de imunização?

Inicialmente, pelos anticorpos contidos no colostro da mãe, cerca de 90%dos anticorpos serão transmitidos aos filhotes nas primeiras 24 horas de vida.Daí a importância de ingerirem o colostro.

A partir dos 45 dias de vida é que normalmente começa o plano de vacinação coma administração da primeira dose de vacina óctupla, que defende o organismocontra as seguintes doenças: cinomose, parvovirose, coronavirose, hepatite,adenovirose I e II, leptospirose e parainfluenza. Essa primeira dose de vacinanem sempre é eficaz pois muitas vezes o filhote ainda apresenta um nível muitoalto de anticorpos transmitidos pela mãe na amamentação. Deste modo, é muitoimportante repetir essa dose mais duas vezes num intervalo de 30 dias cada.

A vacina anti-rábica deve ser ministrada a partir dos 4 meses de vida do cão.Até completar todo esse esquema vacinal é muito importante não expôr o filhote,pois somente podemos considerar que ele está imunizado 15 dias após a últimadose. Nos animais adultos é usual a revacinação anual contra raiva e a óctupla.Para mais informações, consulte o médico-veterinário do seu cão.

VERMIFUGAÇÃO

O combate a verminose é uma das preocupações que devemos ter com os filhotes,pois eles frequentemente são acometidos por uma série de vermes que se adaptamao organismo do hospedeiro com facilidade.

Devemos levar em consideração alguns fatores que atuam diretamente na infestaçãopor vermes, por exemplo: situação geográfica, condições climáticas, época doano, vulnerabilidade imunológica do hospedeiro e condições de higiene.Infestações por vermes geralmente causam sintomas como perda de peso,crescimento tardio, doenças gastrointestinais, menor absorção e digestão dosnutrientes, anemia, pelagem com mau aspecto, etc. Por isso não adiantaoferecermos a melhor ração do mercado se não tivermos o comprometimento devermifugar nossos animais com frequência.

Na maioria das vezes os filhotes já nascem com uma quantidade menor ou maior devermes, pois a mãe, mesmo tendo sido vermifugada, os transmite vermes aos bebêsatravés da placenta e do leite. A primeira vermifugação pode ser feita nasegunda semana de vida, com orientação do médico veterinario, podendo serrepetida após 15 dias. Depois devemos manter um protocolo enquanto o cãoestiver em crescimento e outro quando adulto, sempre dependendo do ambienteonde o animal vive e da recomendação do médico veterinário.

Para evitar a transmissão de vermes da cadela gestante para os filhotes,devemos vermifugá-la no dia da cobertura (acasalamento) e repetir a dose após15 dias.

É muito importante uma rigorosa higiene do ambiente onde o filhote permanece.Hoje existem no mercado desinfetantes de boa qualidade e de baixa toxicidadeque podem ser usados para matar ovos e larvas de vermes no ambiente. Também éde suma importância recolher as fezes do jardim ou quintal no mínimodiariamente, ou trocar o jornal (se o cão fizer suas necessidades ali) sempreque estiver sujo. O objetivo é evitar a reinfestação do cão pelos ovos dosvermes que são eliminados nas fezes.

Existem sinais clínicos que são típicos de animais com infestação por vermes,como a barriga abaulada (não confundir com obesidade), o olhar triste, o animalarrastar a região anal no chão por coceira intensa, o fato de o cão comer umaração de boa qualidade e não crescer ou ganhar peso, a eliminação de fezesmoles com muco ou sangue, e, finalmente, a presença de vermes nas fezes. Apropósito, se forem observados vermes nas fezes, é importante colhê-los ourelatar ao médico-veterinário o formato e o tamanho para um bom diagnóstico.Existem vermes redondos e achatados e vermes que soltam proglotes (pedaços) parecidoscom uma semente de pepino ou grão de arroz.

Desta forma, para um programa de vermifugação correto, o médico-veterinario irásolicitar exames parasitológicos de fezes, a fim de descobrir qual é o melhorvermífugo para aquele quadro de verminose. Atualmente, existem diversosprincípios ativos à disposição, fórmulas palatáveis e etc. Mas nunca podemosesquecer que o manejo do ambiente higienizado é de fundamental importância parao sucesso do tratamento.

Médica Veterinária Claudia de Mello Domingos

CARRAPATOS, PULGAS E BERNES

Berne

Quem mora nos grandes centros é capaz de nunca ter tido nenhum contato comum berne, pois ele é conhecido de quem vive próximo a matas ou no campo.Costuma atacar animais e o ser humano, causando prurido (coceira) e dor. Mesmovocê vivendo longe da vegetação abundante, se um dia for passear com seu cão emum sítio, fazenda ou fazer uma trilha na mata - principalmente em dias quentese umidos - é bom fazer uma inspeção no seu animal passados alguns dias.

O berne causa uma lesão geralmente circular, com áreas vermelhas, onde vocêobserva com facilidade um orifício bem ao centro.

Ele nada mais é que a larva da mosca – Dematobia hominis, uma mosca que vive namata. Sua transmissão porém não depende dessa mosca. A berneira deposita seusovos em pleno vôo sobre a mosca vetora que é hematófaga ou lambedoura. Essasvetoras é que são as responsáveis pela transmissão. Quando ela pousa no animal,as larvas rompem a casca dos ovos e se instalam na pele, nutrindo-se do tecidodo hospedeiro. Quando atingem seu crescimento (estágio L3) elas caem e seenterram no chão. Em cerca de 30 dias ela sai da terra, se acasala, põe ovosnovamente e morre, fazendo com que o ciclo da Dematobia hominis se perpetue.

Como hospedeiro, com grande frequência temos os bovinos, mas os cães e o serhumano se incluem nessa categoria. O grande problema que pode vir a ocorrer éque a lesão pode servir como uma porta aberta para a entrada de bactériascausando uma infecção secundária, sem contar o desconforto causado pelapresença do berne no animal.

Encontrar a berneira na mata é muito dificil. O controle pode ser feito com asveiculadoras de ovos, pois sem elas não há transmissão.

Se você suspeita que seu cão possa estar com berne, não o retire sem a ajuda deum médico veterinário e não utilize sprays inseticidas quem matam berne ebicheira. O berne deve ser retirado por inteiro - se ele morrer dentro da peleou se restar resíduo dele no animal há o risco de se desenvolverem quistos,abcessos e infecções.

Carrapato

O vilão dos dias de hoje ! A infestação de carrapato no seu animal além decausar um desconforto muito grande devido à coceira que provoca, pode causaranemia e transmitir doenças como a Erlichiose e Babesiose.

Uma vez que sabemos que o carrapato se alimenta do sangue do animal, uma grandeinfestação pode provocar anemia, mas basta um carrapato que esteja carregando aforma infectante dos causadores da babesia ou erlichia para o cão contrair umadessas doenças – ou até mesmo as duas.

Portanto, o único meio de que dispomos é o controle constante do carrapato, ese o animal apresentar qualquer sinal de apatia, falta de apetite, febre,mucosas pálidas... o mais indicado é procurar um médico veterinario para queseja realizado um hemograma. Essas doenças são tratáveis quando diagnosticadasa tempo. Hoje, infelizmente, são doenças rotineiras, independente da regiãoonde você vive. Até grandes centros urbanos elas são comuns.

Não existe esquema preventivo para que o cão não pegue carrapato. O que existemsão formas de controle, mas temos que lembrar que o carrapato não vive somenteno animal, ele consegue viver por muito tempo no ambiente. Por ser muitoresistente, é difícil combatê-lo.

Geralmente, no ambiente vivem sob forma de ovos ou larvas, invisíveis a olhonu. Por esse motivo, você deve combater os carrapatos no animal e no ambiente.Geralmente vegetação, frestas das paredes e pisos, e madeira são locais para osquais devemos prestar maior atenção.

Usar carrapaticida nos canis, casinha dos cães, plantas, canteiros, frestas deparede, ralos, madeira, etc, é essencial. Apenas lembre-se de que o animal nãodeve ter contato com o produto, uma vez que a ingestão pode causar intoxicaçãograve. O animal só deve retornar ao ambiente após o local estar totalmenteseco.

Tenha cuidado especial com filhotes e fêmeas gestantes. Eles não devem serbanhados com produtos carrapaticidas. Por isso conte sempre com o auxilio doveterinário.

Pulgas

As pulgas são insetos que dependem do hospedeiro (cão e o gato), para sealimentarem e se protegerem, permanecendo toda a sua vida sobre o animal esobre os contactantes. A fêmea da pulga deposita seus ovos no animal mas comoeles não se fixam, caem no ambiente onde apenas dependem da temperatura e daumidade para eclodirem em larvas. Estas aprofundam-se nos carpetes, cobertorese frestas de pisos, onde se alimentam de restos orgânicos e fezes de pulgasadultas, formam um casulo onde ocorre a forma de pupa. Após 5 dias, setransformam em pulgas adultas. Mas tudo isso só acontece se houver animais oupessoas no ambiente, caso contrário as pulgas podem permanecer no casulo pormais de 4 meses. Normalmente o ciclo de vida se completa em 3 a 4 semanas e aspulgas vivem no animal por mais de 100 dias. A partir do quarto dia sealimentando do sangue do animal, cada fêmea produz, em média, 20 ovos por diadurante 21 dias. Se não interrompermos o ciclo, a infestação no animal torna-seextremamente incômoda e maléfica à sua saúde.

O ato do animal se lamber faz com que ele ingira a pulga. Assim ela transmiteparasitas, levando para o intestino dos cães um verme conhecido como Dipylidiumcaninum. O cão, quando parasitado por esse verme, perde peso e muito pelo, temepisódios de diarréia, prurido na região anal (arrasta o ânus pelo chão). Aoobservarmos a região anal muitas vezes podemos veros ovos do verme em volta doânus ou nas fezes - lembra muito um grão de arroz.

Além do incômodo que as pulgas causam e do risco de transmitirem vermes aoscães, muitas vezes os cães apresentam alergia à picada (na verdade, à saliva dapulga). Se o cão for hipersensivel à picada de pulga, basta uma única picadapara que seja tomado por uma coceira generalizada, fazendo com que muitas vezeso animal se machuque de tanto se coçar. Animais alérgicos à picadas de pulgasficam estressados, podendo comer menos, podem ficar deprimidos ou agressivos.Sua pele pode apresentar áreas de alopecia (sem pelos), descamação e odoresdesagradaveis.

Como as pulgas são insetos capazes de pular até 30 cm, temos que oferecer aoanimal mecanismos de combate contra a pulga. Existem hoje no mercado inúmerosprodutos de combate a pulgas (sabonetes, shampoos, sprays, coleiras, top-spots,pour-ons...), para cada caso há uma solução mais adequada, dependendo do graude infestação, do ambiente, se existem contactantes, se o cão é alergico ounão...todos esses fatores

devem ser levados em consideração para a elaboração num esquema de erradicaçãoeficiente.

A dedetização do ambiente auxilia no controle devido a eliminação das formasintermediárias, mas é importante ter conhecimento que todos os produtos sãocapazes de induzir a intoxicações.

Medidas nutricionais que ajudam a repelir pulgas e carrapatos

Alguns alimentos comprovadamente ajudam a repelir insetos como pulgas,carrapatos e moscas, e podem ser oferecidos aos cães como coadjuvantes nocontrole dessas 'pragas'.

O alho cru, por exemplo, pode ser dado diariamente, desde que em pequenaquantidade (no máximo 1/3 de um dente de alho médio para um cão de portegrande). O alho, além de desencorajar vermes intestinais, melhora a imunidade edeixa a pele dos cães com um odor imperceptível para nós, mas desagradável paraos carrapatos e para as pulgas.

A levedura de cerveja é uma excelente fonte de vitaminas do complexo B,notórias por sua ação repelente de mosquitos, além de contribuir com a saúde dapele e pelagem. Você pode oferecer até 1 colher de chá rasa a uma sobremesarasa por dia.

O vinagre de maçã também ajuda a repelir pulgas e carrapatos. Adicione umacolher de sopa de vinagre de maçã à vasilha de água de seu cão, diariamente. Sea vasilha for muito grande (capacidade acima de 3 litros), adicione duascolheres de sopa.

Fonte: www.cachorroverde.com.br (médica veterinária: Sylvia Angélico)