Plantel isento de displasia
5º Melhor Criador do Brasil pelo ranking oficial da CBKC 2017

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Displasia Coxo-Femural

Texto 1 - Informações Gerais Sobre Exame Radiográfico De Displasia Coxofemoral

Introdução

A displasia coxofemoral (DCF) tem-se destacado ao longo dos anos como apatologia mais estudada pela medicina veterinária ortopédica e disseminação congênitaatravés de vários genes (mais de 100) mais a relação com a displasia decotovelo são os temas dos estudos mais recentes que se concentram nos cães,sendo que as pesquisas envolvendo gatos representam apenas uma pequena partedestes estudos (Maki et al., 2000).

Histórico

Inicialmente descrita por Schnelle em 1930 (Smith, 1997), a displasiacoxofemoral (DCF) teve seus primeiros estudos realizados em cães da raça PastorAlemão, sendo que 40% dos animais avaliados apresentavam a doença sendo que atéentão acreditava-se que sua ocorrência em gatos era rara (Schnelle 1954) .

Posteriormente demonstrou-se que cães de pequeno porte, gatos e outras espéciescomo as chinchilas também apresentam DCF (Riser, 1974).

A Articulação Displásica

A DCF é descrita como a má formação das estruturas articulares com grausvariáveis de luxação, afetando machos e fêmeas em igual proporção podendo estarpresente em uma ou ambas articulações (Henricson et al., 1966).

É causada por um fator poligênico recessivo (Montgomery, 2000) com lesõesagravadas por fatores ambientais desfavoráveis como terrenos em declive e pisoslisos. O excesso de exercícios com sobrecarga muscular também contribui para oagravo dos sintomas (Bennett e May, 1995).

A displasia é uma doença genética que causa degeneração das estruturasarticulares gerando graus diversos de artrite e artrose o que causa uma grandesensibilidade dolorosa e devido à luxação que ocorre em graus variáveis, oanimal pode chegar a ficar completamente paralisado.

O primeiro passo para o desenvolvimento da artrite é uma lesão na cartilagemarticular devido a uma anormalidade biomecânica por um desenvolvimentodefeituoso hereditário, da articulação coxo-femoral.

Não é possível prever quando um cão displásico começará a apresentar sinaisclínicos de claudicação devido à dor. Existem muitos fatores ambientais com aingestão excessiva de alimentos calóricos, o nível de exercícios a que o animalé submetido e o tipo de piso em que vive são fatores que agravam a doença.

ExameRadiográfico

A incidência padrão, adotada pela OFFA, para o exame radiográfico é aventrodorsal com os membros paralelos entre si e em relação a coluna vertebral,com rotação medial de forma que as patelas se sobreponham aos sulcos trocleares(Kealy e Mcallister, 2000).

Para realização deste exame é necessário o uso de sedação para proporcionar aoanimal um grau de relaxamento muscular adequado, evitando assim, umposicionamento incorreto (Sommer e Griecco, 1997).

Os animais avaliados devem ter idade mínima de 24 meses e o grau de lesão édado através da avaliação morfológica das estruturas articulares e damensuração do índice de Norberg (Douglas e Willianson, 1975).

Os sinais radiográficos comuns a todas as espécies são o raseamento acetabular,incongruência entre a cabeça femoral e o acetábulo com graus variáveis deluxação, deformação da cabeça e colo femoral e sinais de artrose nos casoscrônicos (Kolde, 1974).

Informações Gerais

A Orthopedic Foundation For Animals, um instituição semfins lucrativos, foi criada em 1966 para padronizar o exame radiográfico dasarticulações coxofemorais e de cotovelo. As radiografias avaliadas pela OFFAseguem o protocolo recomendado pela associação Americana de Medicina Veterinária.Esta análise é mundialmente aceita para detecção de displasia coxofemoral e decotovelo sendo a OFFA a única instituição credenciada pela FCI para tal exame.

Existe uma tendência mundial para que em qualquercompetição ou exposição internacional seja exigido que o animal seja submetidoa sua análise.

Radiação e Segurança

O exame radiográfico não apresenta riscos ao animal ouàs pessoas envolvidas desde que sejam seguidos as recomendações de proteçãoradiológica adequadas.

Envio das Radiografias

A OFFA permite que médicos veterinários radiologistas deoutros países que sejam devidamente cadastrados, realizem o exame para detecçãoda displasia coxofemoral. As radiografias devem ser enviadas pelosproprietários junto com a taxa de US XXXXX cobrada pela análise e o formuláriode avaliação devidamente preenchido.

Considerando-se que um exame de displasia custa em médiaR$ XXXXX no Brasil mais as despesas de envio cobradas pelo correio o customédio total do procedimento é de aproximadamente R$ XXXXX.Visando minimizar aomáximo a ocorrência da doença e tornar internacional o padrão do exameradiográfico de displasia dos animais brasileiros, os proprietários quesubmeterem as radiografias à avaliação da OFFA diretamente pelo Vetimagem –Unidade Pompéia ficam isentos das taxas de envio cobradas pelo correio, pagandoapenas a realização do exame (R$ XXXXX) e a taxa cobrada pela OFFA (XXXXX)reduzindo o custo total do procedimento praticamente pela metade.Um descontoespecial é dado àqueles criadores que trouxerem mais de um animal para arealização do exame ou mesmo de uma ninhada inteira.Maiores informações podemser obtidas pelo telefone (11) 3873-6740 ou por e-mail infooeste@vetimagem.com.br

Texto 2 - Displasia Coxo-Femural

Graus de displasia coxo-femural

A displasia coxo-femural é uma anormalidade dodesenvolvimento da articulação coxo-femural, caracterizada por graus variáveisde lassitude dos tecidos moles peri-articulares, instabilidade ou incongruênciaarticular, alterações morfológicas das margens acetabulares, da cabeça e docolo femurais, e consequente processo degenerativo ( osteoartrose ).

A doença é poligênica, multifatorial e com herdabilidade variando de 20 a 60%.

O desenvolvimento da displasia coxo-femural é influenciado por fatoresambientais como: tamanho e raça do animal, velocidade de crescimento, tipo dealimentação, carga de exercícios, habitat ( pisos escorregadios ), deformidadeslombo-sacrais, alterações na coluna vertebral e presença de outras patologiasósteo-articulares.

Ocorre com maior frequência em cães de raças grandes ou gigantes, podendo acometercães de pequeno porte e gatos, mas com alterações degenerativas menosdramáticas no entanto.

Em nossa rotina, a maior incidência é observada em cães das raças Rottweiler,Labrador retriever, Pastor alemão, São Bernardo, Golden Retriever, Filabrasileiro, Mastim napolitano, Dogue alemão, Dogo argentino, Bernese mountaindog, American Pitbull e Cocker spaniel inglês.

Clinicamente o animal apresenta claudicação, dorexacerbada após exercícios, relutância em subir ou descer degraus,protuberância dos trocânteres femurais decorrente de sub-luxação coxo-femural eatrofia muscular dos membros pélvicos.

O diagnóstico diferencial dia displasia coxo-femural inclui:

Em cães jovens:

Necrose asseptica da cabeça femural

Osteocondrose das articulações fêmoro-tibiale talo-crural

Instabilidade cervical e outras afecções dacoluna vertebral

Luxação patelar

Miastenia grave e demais miopatias

Em cães idosos:

Luxação traumática da articulaçãocoxo-femural

Injúrias ligamentares e alteraçõesdegenerativas na articulação do joelho

Lesões no tendão de Aquiles

Radiculomielopatia degenerativa

Espondilopatia cervical caudal “síndrome deWobbler”

O diagnóstico da displasia coxo-femural é confirmado radiograficamente, sendo oexame realizado mediante sedação ou anestesia do paciente para que se obtenhaum posicionamento adequado.

Durante o exame, o cão permanece em decúbito dorsal, com os membros pélvicosaduzidos, paralelos entre si e rotacionados medialmente, de tal forma que aspatelas se sobreponham aos sulcos trocleares femurais. A cabeça do animaldeverá estar alinhada com o eixo da coluna vertebral e os membros anterioresdeverão ser estendidos cranialmente, de forma simétrica. Deve-se evitar que opeito do paciente seja inclinado lateralmente.

O estudo radiológico deve ser feito conclusivamente com 24 meses de idade,sendo que avaliações preliminares poderão ser realizadas a partir de 6 meses deidade ou sempre que a sintomatologia clínica sugerir presença de displasiacoxo-femural.

Não há correlação entre a aparência radiográfica das articulações coxo-femuraise os sinais clinicos apresentados pelo paciente.

As principais alterações radiográficas observadas em cães displásicos sãoarrasamento acetabular, subluxação coxo-femural, remodelação de bordosacetabulares crânio-laterais, cabeças e colos femurais, além de osteofitose ouneoformação óssea peri-articular.

O acetábulo será considerado raso quando sua profundidade for menor que metadedo diâmetro da cabeça femural. A remodelação da cabeça femural resulta na perdade seu contorno arredondado. Quando a doença articular degenerativa(osteoartrose ) estiver presente, neoformação óssea peri-articular serávisualizada nas margens acetabulares, na cabeça e no colo femurais,especialmente no sítio de inserção da cápsula articular. Esclerose eirregularidade do osso subcondral também podem ser observadas.

Na interpretação radiográfica das articulações coxo-femurais são consideradosos seguintes parâmetros:

Medida do ângulo acetabular de Norbergutilizando-se de um goniômetro

Avaliação da forma e da profundidadeacetabular

Verificação da congruência articular,representada pelo espaço entre a cabeça femural e o acetábulo

Apreciação morfológica da cabeça e do colofemurais

A CLASSIFICAçãO ADOTADA PELA FEDERAçãO CINOLóGICA INTERNACIONAL ( FCI ) é:

Grau A =HD - (articulações coxo-femurais sem sinais de displasia)

a cabeça femural e o acetábulo sãocongruentes, sendo o ângulo acetabular de Norberg de 105º ou mais

o bordo acetabular crânio-lateralapresenta-se nítido ou levemente arredondado

o espaço articular é estreito e uniforme

Grau B = HD +/- (articulações coxo-femurais em fase transição)

a cabeça femural e o acetábulo apresentam-selevemente incongruentes, sendo o ângulo acetabular de Norberg de 105º ou mais

o ângulo acetabular de Norberg é menor que105º, mas a cabeça femural e o acetábulo são congruentes

discretas irregularidades podem estar presentesnas margens acetabulares

Grau C = HD + (displasia coxo-femural leve)

a cabeça femural e o acetábulo sãoincongruentes

o ângulo acetabular de Norberg é maior que100º

o bordo acetabular crânio-lateralapresenta-se levemente achatado

podem ser visualizados sinais precoces deosteoartrose

Grau D = HD ++ (displasia coxo-femural moderada)

incongruência óbvia entre a cabeça femural eo acetábulo

o ângulo acetabular de Norberg é maior que90º

achatamento do bordo acetabular crânio-laterale/ou sinais de osteoartrose

Grau E = HD +++ (displasia coxo-femural grave)

subluxação ou luxação coxo-femural

o ângulo acetabular de Norberg é menor que90º

aplanamento da margem acetabular cranial

deformidade de cabeça e colo femurais

sinais de osteoartrose

Cães displásicos podem ser tratados, dependendo da sintomatologia e das alteraçõesradiográficas presentes, através de métodos conservativos como redução daquantidade de exercícios, uso de drogas anti-inflamatórias, analgésicas econdroprotetoras ou submetidos a procedimentos cirúrgicos que incluempectinotomia , osteotomia pélvica e ablação artroplástica de cabeça e colofemurais, dentre outras. animaltec.com.br